domingo, 4 de novembro de 2007

Pronto!

Não vos vou dar tempo para acertar. Está aqui! <- Para quem ainda não percebeu, este link vai dar ao meu blog novo!

Novo endereço

Ofereço um mil folhas no bar da ESCS a quem adivinhar o endereço novo do meu blog antes de eu o publicar aqui. =P

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Merda

"A palavra" em várias línguas:

Afrikaans/Arménio:"kak"
Albanês: "muddi"
Árabe:"zarba"
Búlgaro: "luyno"
Espanhol: "mierda"
Francês: "merde"
Italiano/Português: "merda"
Russo: "govno"

Além de fútil, este blog está a tornar-se ordinário. :P

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Estereótipo

O que fazer quando tentas tanto ser original que acabas por descobrir que és um cliché? Que és um estereótipo estúpido; e, mesmo que mudes completamente, hás de passar a ser uma personagem tipo noutro sentido qualquer? É que ninguém escapa. A singularidade é uma mentira inventada para nos fazer pensar que a vida tem algum interesse.

Tens esta brilhante conclusão quando te aventuras a ler e ouvir opiniões estereotipadas sobre "tipos" de pessoas. Dá-te ainda mais raiva quando te identificas com essas mesmas opiniões: "oh, merda, sou igual a toda a gente e não presto para nada!"

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Desafio Musical

a) Pôr o windows Media Player no modo aleatório.
b) Carregar "seguinte" para cada pergunta.
c) Usar o título da música como resposta a cada pergunta, mesmo que não faça sentido e sem fazer batota!
d) Com as respostas, fazer os próprios comentários em relação às perguntas e às respostas.
e) Publicar os resultados e convidar outras pessoas a responderem ao mesmo desafio.


1- Como te sentes hoje?
Topless - Breaking Benjamin
(fixe)

2 - Vais ser alguém na vida?
Emotion Sickness - Silverchair
(talvez, mas serei permanente acompanhada por um enjoo de emoções crónico)

3 - Como os teus amigos te vêem?
You Know What They Do To Guys - My Chemical Romance
(sou uma pervertida com os tipos, eu)

4 - Vais casar?
Lunchbox - Marilyn Manson
(não sei bem o que pensar desta aqui)

5 - Qual é a música do teu melhor amigo?
Burn - The Cure
(tenho mais que um e vão todos para o Inferno! :P)

6 - Qual é a história da tua vida?
Hakanaku Tsuyoko - Youhna
(claro, a história da minha vida tinha que estar em japonês, mesmo para eu não a perceber)

7 - Como é que foi a escola secundária?
Sanity - Bad Religion
(acho que foi mais ao contrário, mas se comparar com a minha estadia na ESCS, acho que a resposta até é mais ou menos verdadeira)

8 - Como é que podes ir adiante na vida?
Let Me Go - Seether
(têm que me deixar ir, senão não ando para a frente)

9 - Qual é a melhor coisa nos teus amigos?
Findaway - Silverchair
(eles encontram um caminho por mim - mentiraaa =P)

10 - O que é está "in" esta semana?
Totem on the Timeline - Klaxons
(super surreal)

11 - Como é a tua vida?
Eva - Nightwish
(bem...)

12 - Que música vai tocar no teu funeral?
Untitled - Marilyn Manson
(só podia ter este nome, não é! sou uma pessoa tão original que nem na minha morte a minha vida tem sentido)

13 - Como é que o mundo te vê?
Leave me out - Silverchair
(pronto, é desta que fiquei deprimida)

14 - Vais ter uma vida feliz?
Into The Night - Bad Religion
(só durante a noite)

15 - O que é que os teus amigos REALMENTE pensam sobre ti?
In So Many Ways - Bad Religion
(os desgraçados nem sabem o que pensar)

16 - As pessoas têm inveja de ti?
Lovers Condemn - Fingertips
(-_-)

17 - Como te podes fazer feliz?
Lunacy Fringe - The Used
(só serei feliz com uma franja de loucura. uau)

18 - Com que música farias um striptease?
Unknown - Lifehouse
(pronto.)

19 - Se alguém numa carrinha te oferecesse um doce, o que farias?
Wherever I May Roam - Metallica
(acho que andava a vaguear por aí que nem uma maluca)

20 - O que é a tua mãe pensa de ti?
Mare Nostrum - Moonspell
(ok.)

21 - Qual é o teu segredo mais escuro e profundo?
All These Things That I've Done - The Killers
(eu sei o que fizeste no Verão passado... u.U)

22 - Qual a música do teu inimigo mortal?
Greensleeves - Stratovarius
(o meu inimigo mortal - esteja lá ele onde estiver - gosta de roupa com mangas verdes)

23 - Como é a tua personalidade?
Hero - Nickelback
(o meu ego acabou de inchar)

24 - Que música vai tocar no dia do teu casamento?
Hang 'Em High - My Chemical Romance
(que animador)

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Rascunho

Este post vai ser publicado apesar do blog ainda não estar propriamente recuperado da "ressaca". Porque preciso de dar alguma espécie de justificação para o facto de andar a esconder os textos que diziam respeito àquele assunto. Talvez soe a cobardia. Não. Já não há motivos para ser cobarde. Aprendi apenas que os sentimentos humanos são demasiado complexos para os esquecermos assim à vista de todos - especialmente quando expomos apenas parte deles. Porque podem magoar. Assim, apesar de estas coisas já terem sido lidas várias vezes por várias pessoas, vou escondê-las para que não possam ser lidas novamente. Arrisco-me a que o blog, assim esvaziado de lágrimas, se torne completamente fútil, mas não há volta a dar.

Na vida real não há gente boa nem gente má. Existe apenas um monte de pessoas perdidas em sentimentos que, no fundo, são sempre os mesmos. Entre amor e ódio, raiva e compaixão, felicidade e angústia, orgulho e frustração, todos sentimos da mesma maneira. Mas olhamos sempre para dentro e esquecemo-nos de nos tentar compreender uns aos outros. Por isso, qual é essa necessidade de partilhar o que nos vai na alma, quando isso que está lá bem no interior é comum a quase todos os seres humanos?

Prometo apenas - regressando a mim - que, por cima disto tudo, tentarei encontrar alguma paz de alma. Sobre a impossibilidade de ser feliz perante um mundo emerso no absurdo e no horror para o qual eu também vou contribuindo, prometo procurar um caminho que conduza, enfim, a essa paz!

domingo, 21 de outubro de 2007

Boom

Este blog está de ressaca. Talvez volte um dia.

sábado, 20 de outubro de 2007

Pertencer

Lembrei-me agora de um post que li no blog do Pedro há uns tempos e que me tocou sinceramente. Acho que neste momento lhe devo fazer referência.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Personality Disorder Test

DisorderRating
Paranoid Personality Disorder:Low
Schizoid Personality Disorder:Low
Schizotypal Personality Disorder:Moderate
Antisocial Personality Disorder:Low
Borderline Personality Disorder:Low
Histrionic Personality Disorder:Low
Narcissistic Personality Disorder:Moderate
Avoidant Personality Disorder:Low
Dependent Personality Disorder:Low
Obsessive-Compulsive Disorder:Low

Já que estamos numa onde de testes. :) Lembro-me de ter feito este há uns três ou quatro anos atrás, e incrivelmente o site continua no mesmo sítio. A diferença é que, da última vez, tive vários "High"s. Parece que já não sou tão maluca como antes. Contudo, há ainda uns restinhos de narcisismo e esquizotipia a limar. -_-

· Take the Personality Disorder Test
· Personality Disorder Info

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Para o Coração

Abre os olhos, amigo. A felicidade está aí, mesmo à tua frente: tão perto que basta que estiques o braço para a alcançares. Mas cuidado, pois ela é fugidia!

CUIDADO!

Oh, não... Apertaste-a com demasiada força e agora os teus olhos tristes não têm outra hipótese senão vê-la afastar-se cada vez mais. Os teus braços, cansados, estendem-se para o infinito, onde observam o esvair daquela diminuta réstia de esperança por um futuro com algum sentido. Perante esta constatação insuportável, - de que não vais ser feliz, - o teu corpo contrai-se, numa ânsia desesperada de utopia.

"E agora?", sussurras tu, escondido no meio da solidão, em plena consciência de que não te chegará nenhuma resposta - porque não há ninguém que te ouça. E deixas-te ficar imóvel, ali, sem saber bem onde, durante horas intermináveis; e quem diz horas não sabe se terão sido dias, ou meses, ou talvez anos. Entretanto, a tua mente inquieta revolve todos os pensamentos que te assombraram até hoje, sem te permitir um segundo de descanso.

Por fim, decides que está na altura de te levantares. Durante todo este tempo, sentiste-te um escravo frágil e melancólico do infortúnio.

"E agora?", voltas a perguntar. No entanto, já sabes que existe de facto uma pessoa que te pode responder: tu.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Teste da Depressão

DisorderYour Score
Major Depression:High-Moderate
Dysthymia:Moderate
Bipolar Disorder:Very High
Cyclothymia:High-Moderate
Seasonal Affective Disorder:Extremely High
Postpartum Depression:N/A
Take the Depression Test

Sou um caso grave. E vocês? LOL

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Aula de Modelos de Narrativa

As iluminuras do meu caderno.

Edição: E agora, colorido no Photoshop. As coisas que se inventa quando não há nada para fazer...

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Inspiração

Hoje apetece-me escrever mas não tenho assunto. Há dias em que estou sozinha, sem qualquer meio de anotar as minhas ideias, mas elas brotam cá de dentro, provocando em mim uma frustração terrível, porque sei que quando chegar a oportunidade de as anotar já me esqueci delas. E às vezes até estou em casa, à frente do computador ou de uma folha de papel, só que os pensamentos fluem tão rápido que não chego a passá-los a escrito. Ou então são tantos que é preciso escolher o tema que dê para desenvolver mais. E em certos momentos, não documento as ideias apenas por falta de vontade.

Mas hoje não... Hoje quero mas não consigo. Só me saíram frases frouxas quando procurei escrever sobre coisas que não sinto. E o sofrimento e a angústia tornaram-se obsoletos. Acho que se esgotaram as palavras.

Sim, é isso. Esgotaram-se as palavras.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Eu tenho!

<3

(para quem não perceber, este é o cd novo dos Nightwish, com a vocalista nova)

sábado, 29 de setembro de 2007

Mudança de Layout

É feio, mas gosto dele porque fui eu que fiz! ^^

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Porquê, por quê, por que, porque

Uma boa lição de Português.

Aqui.

^^

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Matrículas

Muitos caloiros, muita conversa e muita diversão, umas collants rasgadas e pés inchados ao fim da tarde por causa dos sapatos do traje. Assim começa a semana de matrículas dos caloiros na ESCS. É tão giro vê-los a sofrer xD

(Escrevi isto porque achei que tinha mesmo que escrever qualquer coisa sobre as praxes... porque fica sempre bem. :P)

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Aulas!

Vêm aí as praxes e as aulas, e toda aquela azáfama a que já nos desabituámos. Quero as praxes! E depois quero as aulas da manhã em que não nos conseguimos manter acordados sem café, quero as aulas da tarde em que gozamos com as bacoradas dos professores, quero as tardes no bar da ESCS acompanhadas de música pimba, quero a correria para acabar numa semana todos os trabalhos que deveriam ter sido feitos ao longo do semestre, quero estudar na véspera dos exames, tirar notas de merda e mais tarde arrepender-me por não ter trabalhado o suficiente... quero isso tudo e muito mais!

Cá vamos nós para mais um ano! :)

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Angústia

Ao longo da nossa vida, ensinam-nos a controlar as emoções. Obrigam-nos a contorcer aquilo que há de melhor em nós numa careta ou numa expressão menos agradável. E, à medida que o tempo passa, tornamo-nos pessoas frias, amargas, sarcásticas. É como se deixássemos de sentir.

Mas não deixamos. Nunca. E quando queremos manifestar os nossos sentimentos mais genuínos, eles saem confusos, disparados, adoptam formas contrárias àquelas que queríamos que eles tomassem. Porque o medo, a incerteza, a confusão, corroem-nos a pouco e pouco. As palavras que saem da nossa boca, os nossos gestos, não são os nossos, a pessoa que mostramos ao mundo é alguém tão pouco sincero que nem sequer existe - e na maioria das vezes é um alguém tão diferente de nós, tão terrivelmente diferente!... E é então que magoamos as pessoas que alguma vez se preocuparam connosco.

Às vezes, demoramos a percebê-lo. Mas quando compreendemos, solta-se da nossa garganta o tal grito, silencioso e angustiante, derrama-se dos nossos olhos a tal convulsão de lágrimas que não quer parar, por mais que a tentemos empurrar de volta para o sítio de onde veio. Porque temos a sensação de ter destruído tudo. E pior, a certeza de ter magoado alguém. A conclusão de que não merecemos nada. A impossibilidade de curar uma ferida que nós próprios incutimos.

Queremos mudar e tentamos fazê-lo, mas às vezes é tarde demais. Ou às vezes já não há nada que se aproveite em nós.

Daqui sobra um único sentimento. Chama-se Angústia. ANGÚSTIA.

domingo, 19 de agosto de 2007

O Lume

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

This is The End

Caros amigos, que têm acompanhado o meu blog ao longo de tantas loucuras, depressões e divagações sem sentido... Digo que está na hora de fechar este capítulo menos agradável da minha vida. Afirmo-o, apesar de ter a certeza que isso não vai acontecer.

Mas nos últimos tempos tenho escrito tudo o que me vem à cabeça, seja ou não verdade. Escrevo só por escrever, para libertar todos estes sentimentos contraditórios. Contudo, penso que é o momento certo para parar. Não digo que deva guardar tudo para mim, mas pelo menos vou ter o cuidado de tentar resolver todas as contradições antes de lançar para a internet aqueles textos altamente depressivos.

Já chega de parvoíces. Quero reencontrar o sorriso que tenho vindo a perder com o passar do tempo.

domingo, 29 de julho de 2007

É Verão

Está calor. No Inverno, as coisas são mais frias, as pessoas são mais racionais. O Verão é o tempo das loucuras, porque não pensamos tanto. É Verão e não me apetece pensar. Quero fazer parvoíces.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Saudade

Saudade... palavra demasiado restrita para descrever todas as sensações que nos preenchem quando sentimos a falta de alguém. Ao mesmo tempo, é demasiado vaga, pois não não admite o facto de cada pessoa viver essa falta de maneira diferente.

Por isso, ao contrário do que dizem os músicos e os poetas, considero esta palavra bastante feia. Ou melhor, é horrível, porque descreve um estado de alma perturbador. E sorte têm aqueles cujo idioma não lhes permite nomeá-lo, porque limitam-se a sentir a falta, não têm saudade. Ter saudades implica pensar na palavra no seu todo, inclui o esforço inútil de repeti-la vezes sem conta à espera de lhe esgotar o sentido.

Mas a saudade é uma palavra cruel. Não é como as demais, que se transformam numa mera confusão de sílabas se forem repetidas muitas vezes. Não. Esta é talvez a única que se torna mais real à medida que a vamos repetindo na nossa mente. Mais real e mais dolorosa. Porque cada repetição custa mais que a anterior, mas quanto mais a dizemos mais difícil é parar.

Sim. Quanto mais a pensamos, mais ela nos magoa. Senti-la sem o auxílio da mente é saborear uma tristeza inocente, uma melancolia doce, que guiam pelo rosto algumas lágrimas suaves. Mas quando se tenta encontrar o motivo desses sentimentos, quando se começa a pensar, o choro alastra, num surto violento e amargo, enquanto a melancolia dá lugar a um insuportável nó na garganta.

Porque ter saudade desta maneira é assumir que não conseguimos ser felizes face à ausência daqueles que amamos. A menos, é claro, que deixemos de os amar. Mas isso...

Imagem
Experiência para um trabalho de Fotografia
Local: Carcavelos
Modelo: Andreia Fernandes (:P)
Poema: Ode Marítima, Álvaro de Campos

sábado, 21 de julho de 2007

A constatação

Há um dia em que acordo e nada do que me rodeia parece fazer sentido. As pessoas, as coisas, os gestos, as conversas, as emoções; é tudo vazio. Não encontro motivos para me prender à vida, mas também não há razões para me libertar dela. Seguem-se horas silenciosas e dias vagos, deitada na cama de olhos fixos no tecto branco e despido, que é igual a tudo o resto. Porque fique ou não fique nesta letargia, o mundo continuará a funcionar sem a minha presença, as pessoas seguem os seus caminhos e a sociedade evolui como sempre evoluiu. A minha importância é ilusória, já que há outros que podem fazer o que eu faço tão bem ou melhor que eu.

E depois dizem que se toda a gente se deixar levar pela minha passividade, nada funciona, ninguém faz nada, a vida não anda para a frente. MENTIRA! Tal situação é inconcebível, porque há sempre quem trabalhe, quem seja suficientemente forte para não se deixar cair no estado depressivo em que eu me encontro. E os que não têm força encontram outros meios de se aguentar: ideiais, sonhos, religiões...

Mas eu não. Eu já não tenho religião e estou a livrar-me dos princípios que ela me transmitiu, incluindo aquele que insiste no sentido da vida. Se já não é um deus desconhecido que justifica a minha existência, se já não há nada que a justifique, então porquê viver? Porquê morrer? Porquê SENTIR?

No entanto, estes pensamentos abandonam-me a pouco e pouco. À medida que reconstruo a minha vida, percebo que a necessidade de sentido é uma ilusão. Vivo e pronto. Estou aqui por uma mera sucessão de fenómenos biológicos e sociais que me criaram e transformaram na pessoa que sou. Trata-se agora de jogar com as condições que me foram impostas e que eu própria coloquei para construir uma espécie de percurso. O sentido, é cada um de nós que o faz. A própria "sucessão de fenómenos" a que me referi integra a história de vida que os meus pais criaram para eles próprios e que lhes dá vontade de continuar a viver.

De facto, a vida pode ser encarada como um jogo de oportunidades desiguais. Cada um usa o que tem para ser quem quiser, dentro dos limites que lhe foram impostos.

Não há nenhum sentido predefinido. Tenho que ser eu a criá-lo, por isso decido deixar de olhar para o tecto e fixar um objectivo. Nem que esse seja deixar-me levar - que não é.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Gato que brincas na rua

"Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.

Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.

És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu."

Fernando Pessoa

terça-feira, 10 de julho de 2007

A raiz do sofrimento

Sabes, adorava não ter sentimentos, amorosos claro, adorava nunca mais me apaixonar e ser feliz com a família e amigos!!! Os tipos só nos fazem sofrer!!

Não, eles fazem-nos felizes. Mas quando essa felicidade acaba, nós achamos que estamos a sofrer, porque já não sentimos a euforia que nos habituámos a sentir. Mas a verdade é que estamos iguais àquilo que estávamos antes de nos apaixonarmos. Só que o nosso coração cresceu para os poder guardar lá... E quando eles saíram, ficou vazio.

O sofrimento só dura enquanto o coração encolhe até ao tamanho normal: depois fica tudo bem. Mas se preenchermos o vazio deixado por uma pessoa com outra, não demos ao coração tempo para encolher. E ele vai ficar sempre daquele tamanho. Vai ficar sempre vazio quando não tivermos ninguém para preencher o espaço deixado por alguém,

Um dia.

(saiu espontâneo numa conversa do msn com a Andreia)

domingo, 8 de julho de 2007

Things

A pedido de muitas famílias, aqui vai...

A tartaruga:
A bandelete que é a minha cara:
A carteira que parece uma mala:
Os adereços pretos goth-emo super-fashion:

E...

A encomenda (vem autografado :P)!:

quinta-feira, 21 de junho de 2007

A demanda pelo BI

E lá fui eu pedir o BI novo. Foi uma aventura!

Primeiro, andei às voltas no Areeiro à procura do Arquivo de Identificação, até que decidi perguntar. E a senhora apontou para o outro lado da rua e disse "É ali". Mas tentou explicar-me isto umas cinquenta mil vezes... nos últimos tempos, parece que quando pergunto a localização de algum sítio as pessoas tendem a repetir a resposta mais que uma vez. Deve ser da minha cara de idiota.

E enfim, lá cheguei. Quando tirei a senha, vi que era o número 477, e ainda tinha 37 pessoas à minha frente. Pensei que ia demorar uma eternidade, mas afinal foi SÓ uma hora. Uma hora sentada numa cadeira atrás de um casal que emitia barulhos estranhos. :P

E quando, finalmente, chegou a minha vez, lá entreguei os papéis, assinei o que era preciso e medi-me. Medi-me. Agora tenho 1,61. Dois centímetros a menos que no outro BI. Sinto-me tão... diminuída. LOL

Como eu disse, uma aventura.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Redemoinho

Os prazos e os horários impossíveis de cumprir, as fotografias espalhadas pela casa em que está aquela pessoa macaca que não conheço, os testes e os trabalhos, as noites de insónia passadas a ver e rever filmes com o portátil em cima da almofada, os três quilos a mais e os três quilos a menos, a inteligência que fugiu, a gata que larga pêlo e me faz espirrar, a mudança do clima que dá cabo da pele, a manhã passada a beber chávenas e chávenas de Cappuccino para conseguir estudar, a máscara de argila na cara e os produtos caros que não funcionaram, as roupas velhas que são feias ou são muito largas, o tráfego da internet que já foi ultrapassado há muito, a série de anime que a Ana me emprestou e que vejo sempre que não quero fazer aquilo que tenho mesmo que fazer, o caderno de apontamentos que eu emprestei que tinha desenhos idiotas na última página, os amigos antigos que querem voltar a ser actuais e os actuais que são cada vez mais amigos, e ainda os antigos que sempre foram actuais, os concertos a que não vou porque gastei o dinheiro numa máquina fotográfica, a impossibilidade de me candidatar a Erasmus por causa das notas, as tardes passadas na faculdade sem fazer nada, os telemóveis que estão a dar muita despesa, os vídeos alugados para piratear, a carteira grande que não cabe na mala, a necessidade de shopaholic de comprar roupa e sapatos, o bilhete de identidade que não parece meu, a conta da electricidade, o refúgio nos hidratos de carbono e nos refrigerantes, os livros por ler e os filmes por ver, o computador de secretária por arranjar, o quarto por arrumar, a avó que ralha porque eu não lhe ligo nenhuma, sem perceber que o que eu não gosto é de conversar ao telefone, as candidaturas para outros empregos que não deram nem numa entrevista, as falhas de memória, o medo, o esgotamento, a vontade de ser tudo e a constatação de que não sou nada...

Isto... Isto! E tudo o resto que me esqueci de mencionar por este ou por aquele motivo. Tudo isso gira sem ordem na minha cabeça. Vou e x p l o d i r. Preciso de organizar a minha vida. Passou-se tudo muito rápido. É urgente avaliar os danos causados pelo volume enorme de informação que passou por mim nos últimos meses.

Já tirei as fotografias velhas das molduras cá de casa e prometi substituí-las por outras mais actuais. E amanhã vou entregar os impressos para o bilhete de identidade novo. Não aguento mais olhar para aquela pessoa que eu fui e na qual não me revejo. Vou assumir que tenho uma vida nova. Devo isso a mim própria, à minha família e aos meus amigos, que estão fartos de aturar as minhas crises existenciais.

Mai nada!

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Recordação de um lugar

Todos os dias passo por ti, mas é como se não te conhecesse. Hoje as pessoas são tão diferentes e tão iguais... Só passaram dois anos, mas sinto que foi outra vida que vivi. Restam-me poucas memórias desse tempo - talvez as recordações dos únicos bons momentos que me foi possível aproveitar.

Sim, foi outra vida. A pessoa que tu viste não era eu. Essa andará perdida por lugares de onde ninguém a consegue trazer de volta. E certamente prefere ficar por lá. Foste tu que lhe incutiste o medo de regressar.

Eu sou apenas o espaço vazio que ficou no lugar dela.

E tu és uma lembrança ténue e distorcida de um tempo que nunca passou, porque quem viveu esses dias já não existe.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Wise up

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Acabei!

Acabei! Acabei! Acabei o trabalho de Análise de Dados! São quatro da manhã e tenho que me levantar daqui a duas horas, mas acabei e isso é que importa. Se for preciso, vamos ter uma nega enorme. Mas acabei! E consegui fazê-lo sem ter um colapso :P (é agora)

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Lenços Fixes

Eu tenho lenços pretos. São mesmo originais! :P

sábado, 19 de maio de 2007

Efeitos

Ler o Garrett e tentar trabalhar com o SPSS deixa as pessoas deprimidas e fá-las escrever textos suicidas.

Insónia

Preparo-me para mais uma noite de desespero. O cansaço desliza pelas minhas pálpebras semicerradas, procurando lugar para o sono.

Mas tu não queres nada comigo. Parecem ter passado anos desde que me provocas pelas horas de escuridão, fugindo sempre que te aproximas mais do que o esperado. Quero-te e odeio-te ao mesmo tempo, porque me causas esta sensação angustiante de estômago vazio. É que a culpa é tua quando chego às aulas com os olhos inchados e as olheiras ainda mais negras do que no dia anterior. Porque deixas no ar uma promessa nunca formulada, nunca cumprida.

Amo-te. Repugno-te. Vai-te embora! Não, não vás! Fica! Mas aproxima-te o suficiente para que toques o meu corpo, invadindo-o com aquela dormência, que me leva ao esquecimento durante umas poucas horas, antes de acordar outra vez.

Acordar! Acordar é ceder novamente à tua chantagem. Se, enfim, chegar o dia em que venhas ter comigo, vou deixar-te envolver-me nos teus braços. Para sempre.

Sono, sono, maldito sono, por que me queres tu neste estado? Deixa-me dormir! Deixa-me...

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Confusão

À minha volta, o mundo transforma-se. Passam palavras, pessoas, momentos, e eu deixo-me levar por eles. Mas não me apercebo. Quando acordo, está tudo diferente. E sinto-me perdida. Estou sentada num banco, num lugar desconhecido, no meio de uma tempestade. Vêem-me as lágrimas aos olhos e nem sei bem porquê. Não compreendo.

E lembro-me de dias mais felizes, em que tudo era certo e inevitável, em que parecia que os meus planos se concretizavam assim, quase sem esforço. Na verdade, caiu tudo por terra porque eu parei de me esforçar. Acomodei-me à suposta "sorte" e pensei que não era preciso lutar mais, porque as coisas viriam ter comigo sozinhas. O que aconteceu, mas só durante algum tempo. Pois esse tempo de tolerância acabou.

E enganei-me! Profundamente. A chuva adensa-se em meu redor e não vai parar tão cedo. Não posso esconder-me, porque não sei para onde ir.

Mas esta crise estúpida vai passar. É só mais uma em muitas. Enfim.

domingo, 6 de maio de 2007

Mal-vindos

Desde já, começo por vos avisar que estão a ler o blog de uma pessoa que não é psicologicamente saudável. Enfim, para simplificar as coisas: eu não bato bem da cabeça. Sou cheché. Maluca. Avariada da cachola. E decidi criar um blog para poder dizer parvoíces. Porque chatear os outros com as minhas coisas idiotas é giro, e escrevê-las vai sê-lo ainda mais, já que as pessoas vão abrir o meu blog de propósito para as ler.

Portanto, aqui está um espaço para as futilidades fúteis, mesquinhas e... toscas da Cláudia.

Tenho dito.

Sejam bem-vindos - e recomendo-vos que não leiam os posts futuros se não quiserem que venha um extra-terrestre maléfico comer-vos os miolos - do pão do vosso lanche, é claro - à colherada.