Ao longo da nossa vida, ensinam-nos a controlar as emoções. Obrigam-nos a contorcer aquilo que há de melhor em nós numa careta ou numa expressão menos agradável. E, à medida que o tempo passa, tornamo-nos pessoas frias, amargas, sarcásticas. É como se deixássemos de sentir.
Mas não deixamos. Nunca. E quando queremos manifestar os nossos sentimentos mais genuínos, eles saem confusos, disparados, adoptam formas contrárias àquelas que queríamos que eles tomassem. Porque o medo, a incerteza, a confusão, corroem-nos a pouco e pouco. As palavras que saem da nossa boca, os nossos gestos, não são os nossos, a pessoa que mostramos ao mundo é alguém tão pouco sincero que nem sequer existe - e na maioria das vezes é um alguém tão diferente de nós, tão terrivelmente diferente!... E é então que magoamos as pessoas que alguma vez se preocuparam connosco.
Às vezes, demoramos a percebê-lo. Mas quando compreendemos, solta-se da nossa garganta o tal grito, silencioso e angustiante, derrama-se dos nossos olhos a tal convulsão de lágrimas que não quer parar, por mais que a tentemos empurrar de volta para o sítio de onde veio. Porque temos a sensação de ter destruído tudo. E pior, a certeza de ter magoado alguém. A conclusão de que não merecemos nada. A impossibilidade de curar uma ferida que nós próprios incutimos.
Queremos mudar e tentamos fazê-lo, mas às vezes é tarde demais. Ou às vezes já não há nada que se aproveite em nós.
Daqui sobra um único sentimento. Chama-se Angústia. ANGÚSTIA.
Mas não deixamos. Nunca. E quando queremos manifestar os nossos sentimentos mais genuínos, eles saem confusos, disparados, adoptam formas contrárias àquelas que queríamos que eles tomassem. Porque o medo, a incerteza, a confusão, corroem-nos a pouco e pouco. As palavras que saem da nossa boca, os nossos gestos, não são os nossos, a pessoa que mostramos ao mundo é alguém tão pouco sincero que nem sequer existe - e na maioria das vezes é um alguém tão diferente de nós, tão terrivelmente diferente!... E é então que magoamos as pessoas que alguma vez se preocuparam connosco.
Às vezes, demoramos a percebê-lo. Mas quando compreendemos, solta-se da nossa garganta o tal grito, silencioso e angustiante, derrama-se dos nossos olhos a tal convulsão de lágrimas que não quer parar, por mais que a tentemos empurrar de volta para o sítio de onde veio. Porque temos a sensação de ter destruído tudo. E pior, a certeza de ter magoado alguém. A conclusão de que não merecemos nada. A impossibilidade de curar uma ferida que nós próprios incutimos.
Queremos mudar e tentamos fazê-lo, mas às vezes é tarde demais. Ou às vezes já não há nada que se aproveite em nós.
Daqui sobra um único sentimento. Chama-se Angústia. ANGÚSTIA.


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