Abre os olhos, amigo. A felicidade está aí, mesmo à tua frente: tão perto que basta que estiques o braço para a alcançares. Mas cuidado, pois ela é fugidia!
CUIDADO!
Oh, não... Apertaste-a com demasiada força e agora os teus olhos tristes não têm outra hipótese senão vê-la afastar-se cada vez mais. Os teus braços, cansados, estendem-se para o infinito, onde observam o esvair daquela diminuta réstia de esperança por um futuro com algum sentido. Perante esta constatação insuportável, - de que não vais ser feliz, - o teu corpo contrai-se, numa ânsia desesperada de utopia.
"E agora?", sussurras tu, escondido no meio da solidão, em plena consciência de que não te chegará nenhuma resposta - porque não há ninguém que te ouça. E deixas-te ficar imóvel, ali, sem saber bem onde, durante horas intermináveis; e quem diz horas não sabe se terão sido dias, ou meses, ou talvez anos. Entretanto, a tua mente inquieta revolve todos os pensamentos que te assombraram até hoje, sem te permitir um segundo de descanso.
Por fim, decides que está na altura de te levantares. Durante todo este tempo, sentiste-te um escravo frágil e melancólico do infortúnio.
"E agora?", voltas a perguntar. No entanto, já sabes que existe de facto uma pessoa que te pode responder: tu.
CUIDADO!
Oh, não... Apertaste-a com demasiada força e agora os teus olhos tristes não têm outra hipótese senão vê-la afastar-se cada vez mais. Os teus braços, cansados, estendem-se para o infinito, onde observam o esvair daquela diminuta réstia de esperança por um futuro com algum sentido. Perante esta constatação insuportável, - de que não vais ser feliz, - o teu corpo contrai-se, numa ânsia desesperada de utopia.
"E agora?", sussurras tu, escondido no meio da solidão, em plena consciência de que não te chegará nenhuma resposta - porque não há ninguém que te ouça. E deixas-te ficar imóvel, ali, sem saber bem onde, durante horas intermináveis; e quem diz horas não sabe se terão sido dias, ou meses, ou talvez anos. Entretanto, a tua mente inquieta revolve todos os pensamentos que te assombraram até hoje, sem te permitir um segundo de descanso.
Por fim, decides que está na altura de te levantares. Durante todo este tempo, sentiste-te um escravo frágil e melancólico do infortúnio.
"E agora?", voltas a perguntar. No entanto, já sabes que existe de facto uma pessoa que te pode responder: tu.


5 comentários:
É da tua autoria? Na minha opinião, o texto é espelho do que se passa com as pessoas que, infelizmente, não conseguem ultrapassar as dificuldades e desgostos da vida... Tal como é referido, embora, por vezes, a luta possa ser árdua e dolorosa, é preciso avançar, ir para a frente, vencer. É fundamental abandonar o papel de vítima e provar que se é forte, pois, se a vida nos demonstra tais obstáculos, é porque, certamente, há algo a aprender com eles (de outro modo, a vida não teria sentido).
Apertaste-a com demasiada força e agora os teus olhos tristes não têm outra hipótese senão vê-la afastar-se cada vez mais.
O que penso também é que, em determinados casos, a felicidade se desfaz nas nossas mãos porque temos medo... medo de ser felizes. Quando algo de muito bom nos acontece, tendemos a ficar inseguros em relação ao mesmo. Depois de instalada, essa insegurança faz com que fiquemos susceptíveis a problemas... é como se lhes tivessemos a abrir a porta... e o que temos de fazer é fechá-la (à chave). Para isso, existe um conceito: segurança. É por isso que é nosso direito e dever lutar pela nossa felicidade e protegê-la.
Sim, fui eu que escrevi, e devo dizer que concordo absolutamente contigo. Acho que percebeste exactamente o que quis dizer com este texto. :)
Vamos todos procurar as chaves certas para fechar de vez as parvalhonas dessas portas dos problemas. xD
É mesmo isso ;)
O problema Cláudia é que tu uns dias dizes umas coisas noutros já dizes outras!!! És uma pessoa muito instavel, que a meu ver, ainda não sabe bem o que quer. Tens de te decidir.
Não podia estar mais de acordo com o texto da Ana, está mesmo muito bom.
(Não leves isto para o mal, não quero de todo ser má ou dar lições de moral, só digo o que penso porque gosto de ti, porque sou tua amiga, se não o fosse, nada te dizia!!!)
Não percebeste o que eu escrevi. lol
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