sábado, 19 de maio de 2007

Insónia

Preparo-me para mais uma noite de desespero. O cansaço desliza pelas minhas pálpebras semicerradas, procurando lugar para o sono.

Mas tu não queres nada comigo. Parecem ter passado anos desde que me provocas pelas horas de escuridão, fugindo sempre que te aproximas mais do que o esperado. Quero-te e odeio-te ao mesmo tempo, porque me causas esta sensação angustiante de estômago vazio. É que a culpa é tua quando chego às aulas com os olhos inchados e as olheiras ainda mais negras do que no dia anterior. Porque deixas no ar uma promessa nunca formulada, nunca cumprida.

Amo-te. Repugno-te. Vai-te embora! Não, não vás! Fica! Mas aproxima-te o suficiente para que toques o meu corpo, invadindo-o com aquela dormência, que me leva ao esquecimento durante umas poucas horas, antes de acordar outra vez.

Acordar! Acordar é ceder novamente à tua chantagem. Se, enfim, chegar o dia em que venhas ter comigo, vou deixar-te envolver-me nos teus braços. Para sempre.

Sono, sono, maldito sono, por que me queres tu neste estado? Deixa-me dormir! Deixa-me...

3 comentários:

Angie disse...

Estavas mesmo a cair de sono!!! Ao contrário do que se passa agora. Já são 4h30 e ainda estamos a trocar mensagens

Cláudia disse...

LOL! Escreveste isto cerca de quarenta a cinco minutos antes de eu me fartar de tentar dormir e decidir levantar-me da cama :P

Angie disse...

depois andavas a cair na ESCS :p